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Ópera Brasil
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Journal

Blog EntryNov 22, '05 7:45 PM
by Pedryta for everyone

Momentos da Ópera - Um Recital acontece no dia 26 de novembro, sábado, às 20h30, no Teatro Arthur Rubinstein “A Hebraica”, com os cantores Adélia Issa, Magda Painno e Sebastião Teixeira, a pianista Karin Uzun e o Coral da Hebraica. A regência e direção artística é do maestro León Halegua. Ingressos promocionais à R$ 10,00, preço este já com 50% de desconto para todo o público.

No repertório, trechos de óperas de Verdi, Mozart, Gluck, Bizet, Offenbach, Mascagni e Carlos Gomes.

Momentos da Ópera - Um Recital
Solistas: Adélia Issa, Magda Painno, Sebastião Teixeira
Piano: Karin Uzun
Coral Associação Brasileira A Hebraica de São Paulo
Regente: León Halegua

Dia 26  de novembro, sábado, às 20:30 horas
Teatro Arthur Rubinstein “A Hebraica”
Rua Hungria, 1000 - São Paulo, SP

Ingressos: preço único (promocional) R$ 10,00 -  preço este já com 50% de desconto para todo o público.
Informações na Central de Atendimento da Hebraica: 3818 8800



MÚSICA ERUDITA

Breve temporada da ópera do austríaco no teatro Castro Mendes terá quatro récitas, com ingresso a R$ 20


"Don Giovanni", de Mozart, estréia em Campinas

JOÃO BATISTA NATALI
DA REPORTAGEM LOCAL DA FOLHA DE S.PAULO/ILUSTRADA - 26.9.05

Estréia amanhã em Campinas (interior de São Paulo), em rápida temporada de quatro récitas, a ópera "Don Giovanni" (Praga, 1787), do austríaco Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1971).
É uma das obras mais perfeitas e mais constantes do repertório lírico, que retoma o mito de Don Juan -o sevilhano libertino que encerra tragicamente sua biografia galante- retrabalhado pelo libretista italiano Lorenzo da Ponte. As duas últimas montagens para o público paulistano foram em 1995 e 1999.
Desta vez a direção musical será do titular da Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas, Cláudio Cruz, que reuniu um elenco excepcional de brasileiros ou estrangeiros radicados no Brasil.
O papel título será cantado pelo baixo-barítono Stephen Bronk. Donna Anna, pela soprano Eiko Senda, Don Ottavio, pelo tenor Fernando Portari, e Elvira, pela soprano Rosana Lamosa.
O baixo Sávio Sperandio fará Leporello, a soprano Silvia Klein, Zerlina, o barítono Homero Velho, Masetto, e o baixo José Gallisa cantará o papel de Il Commendatore.
Para a direção cênica, Cruz convidou o italiano Beppe De Tommasi, com 120 produções e 700 récitas no currículo.
Sua concepção é moderna. Da Sevilha do século 18, Don Juan, com seus cúmplices e vítimas, é transposto para os anos 40 do século 20.
Cláudio Cruz, que também é spalla da Osesp (Sinfônica do Estado) e primeiro violino do Quarteto Amazônia, considera "Don Giovanni" como sua "ópera de cabeceira", e a mais bem-elaborada partitura lírica de Mozart.
"Eu conheço muito bem a ópera, as armadilhas que ela possui, sei que ela é muito difícil e fico feliz porque a orquestra tem respondido ao desafio com dignidade e profissionalismo", diz ele.
Nas duas últimas semanas, as manhãs foram ocupadas com os ensaios com orquestra, e, no período da tarde, com os cantores, para unificá-los dentro da mesma proposta musical.
"Ouvi todos os cantores e discuti cada nota com eles", diz Cruz. Foram ainda três os ensaios gerais, já com cenografia -toda ela produzida em Campinas- e figurinos.
É uma produção de orçamento excepcionalmente modesto. Apenas R$ 400 mil, divididos entre dois patrocinadores, a Bosch e a CPFL. E os ingressos para o Teatro Castro Mendes têm um preço mais que convidativo: R$ 20.


Don Giovanni
Quando: hoje, terça, 1º e 3 de outubro, às 20h
Onde: teatro Castro Mendes (pça. Correa Lemos, s/n, Vila Industrial, Campinas, SP, tel. 0/xx/19/ 3272-9359)
Quanto: R$ 10 (meia-entrada para estudantes e maiores de 65 anos) a R$ 20



CURSO DE EXTENSÃO EM INTERPRETAÇÃO OPERÍSTICA

MARCOS MENESCAL, Graduado em canto pela Escola de Música da UFRJ. Foi professor de Oficina de Ópera (Declamação Lírica) e ministrou um Curso de Extensão em Interpretação Operística naquela mesma Universidade. Atualmente é professor de Interpretação Cênica no Curso de Graduação do Conservatório Brasileiro de Música – Centro Universitário. Estreou em 1988 no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, em "Tosca", ao lado de Sylvia Sass e sob a regência do Maestro Mario Tavares. Nos anos seguintes participou de todas as temporadas líricas do Municipal interpretando principalmente personagens característicos como Goro em "Madama Butterfly" , Pong em "Turandot", Tanzmeister em "Ariadne auf Naxos".Durante esse período, participou também como convidado de temporadas líricas em diversos estados brasileiros, tendo se apresentado no Teatro Nacional de Brasília , Municipal de São Paulo, Artur Azevedo de São Luiz, Amazonas de Manaus, Alfa de São Paulo, entre outros. Interpretou os principais papéis de tenor em óperas como "L" elisir d´amore´, II Barabiere di Siviglia", "Cosi fan tutte", "Amélia al Ballo" , "La Sonnambula", entre outras.Em sua carreira de cantor tem sido dirigido por importantes nomes das artes cênicas como: Carla Camuratti, Hamilton Vaz Pereira, Jorge Takla, Bia Lessa, Ana Carolina, Fernando Peixoto, Oswaldo Loureiro, Alberto Renau e Iacov Hillel, e por regisseurs de renome internacional como Irving Guttman, Hugo de Anna, Roberto Oswald, Aidan Lang, Sonja Friselle e Píer Francesco Maestrini . Em 2004 estreou como regisseur, dirigindo a ópera " Don Pasquale" de Donnizetti no Teatro Nacional de Brasília, tendo sido convidado pela direção artística daquele teatro para dirigir "Cosi fan tutte" de Mozart e "Amelia al ballo de Menotti.

Pianista: Talitha Peres

Repertório: árias de óperas italianas e francesas

O Curso destina-se à cantores líricos – profissionais, amadores, alunos de cursos de canto, professores de canto, demais interessados nos processos que envolvem a interpretação operística.

Objetivo: Atender às realidades que permeiam a estrutura dos cursos de canto do Conservatório Brasileiro de Música – Centro Universitário. Levar ao aluno, seja ouvinte ou participante, o conhecimento e os meios necessários para a interpretação de trechos de ópera, através de aulas demonstrativas.

Objetivo final:

1 – Concerto de encerramento, com a apresentação de trechos de ópera.

2 – Montagem de uma ópera.

DINÂMICA DO CURSO:

Aulas as Terças-feiras de 19:00 às 21:00

Alunos do CBM

Participantes - R$ 120,00  Ouvintes - R$ 40,00  Aula avulsa - R$ 20,00

Alunos

Participantes - R$ 150,00  Ouvintes - R$ 60,00  Aula avulsa - R$ 30,00

Coordenação: Patrícia Peres

Informações

Av. Graça Aranha, nº 57 - 12º andar - Centro

CEP: 20030-002 - Rio de Janeiro - RJ

Tel. (21) 2240-5481 / 2240-5431 / 2240-6131

E-mail: cultural@cbm-musica.org.br

 



Dia 26 de setembro, segunda-feira, às 19hs, Lauro Machado Coelho lança A Ópera Inglesa, décima obra da coleção História da Ópera, da Editora Perspectiva, no Auditório do Conselho Britânico. No evento, Sérgio Casoy apresentará cenas selecionadas de óperas inglesas, em vídeo. Produção: Vera Lúcia Mello. Grátis.

 

Lançamento: A Ópera Inglesa
Por: Lauro Machado Coelho
Dia 16 de setembro, segunda-feira, 19hs

Local: Auditório do Conselho Britânico
R. Ferreira de Araújo, 741
Pinheiros, São Paulo
Grátis



Blog EntryJul 7, '05 11:06 AM
by Pedryta for everyone
vão ter montagens no rj e em são paulo

ópera Os Pescadores de Pérolas de Georges Bizet (1838-1875), libreto de Michel Carré e Eugène Cormon. Essa ópera terá montagem no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, com a Orquestra e Coro do Theatro Municipal, regência de Marzio Conti, direção cênica e figurinos de William Pereira. A estréia será no dia 29 de julho, sexta-feira, às 20hs. Mais récitas nos dias 31, domingo, às 17hs, 3 e 5 de agosto, às 20hs, e 7, às 11hs.


em setembro, nos dias 2, 4, 6, 8 e 10, no Theatro Municipal, com a Orquestra Experimental de Repertório e Coral Paulistano, sob regência e direção musical de Jamil Maluf, e direção cênica, cenários e figurinos de Naum Alves de Souza .



Em três atos, a ópera Os Pescadores de Pérolas teve sua estréia em Paris em 1863. Zurga, logo no início da ópera, é escolhido pelos pescadores como seu rei. Ele volta a se encontrar com seu amigo Nadir. No passado, os dois haviam se apaixonado pela mesma sacerdotisa, Leila, durante uma viagem, e ambos juraram desistir dela para sempre para preservar sua amizade. Leila, coberta por um véu que esconde seu rosto chega num barco, trazida pelo velho sacerdote Nourabad, para rezar pelos pescadores enquanto estiverem ao mar. Ela fez voto de castidade e não pode romper o seu juramento, mas se apaixona por Nadir. Esse romance conduz à ruptura entre os dois amigos e ao desenlace dramático da ópera.

sebastião teixeira será zurga


A Ópera "Don Quichotte chez la Duchesse" será apresentada no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro. A estréia será no dia 7 de julho no Teatro 1 e ficará em cartaz por 7 semanas (até 21 de agosto) sempre de quarta a domingo às 19 horas.

Ópera barroca de câmara, escrita pelo compositor francês Joseph Bodin Boismortier (1689-1755) em parceria com Charles-Simon Favart (1710-1792), tido como um dos maiores libretistas da chamada opéra comique. Inédita no Brasil, a ópera, de apenas 60 minutos de duração, composta sob encomenda de Luis XV e estreada em Paris em 12 de fevereiro de 1743 na Academia Real de Música, é inspirada em uma passagem do segundo volume da obra-prima de Cervantes (1547-1616), quando o Cavaleiro da Triste Figura e seu fiel escudeiro Sancho Pança vão dar nas terras e no castelo de veraneio do Duque e da Duquesa, que, tendo lido o primeiro volume do livro que a dupla protagoniza, resolvem, com sua corte e a criadagem, tirar proveito da ingenuidade de ambos, submetendo-os a troças e burlas de toda a ordem. Uma edição recente desta pequena jóia da literatura musical barroca foi garimpada há cerca de quatro anos, em suas andanças pela Cidade da Luz, pelo cravista Marcelo Fagerlande, idealizador do projeto, que desde então pensou em encená-la. De volta a Paris em setembro passado para cursar o pós-doutorado, Fagerlande teve livre acesso aos arquivos da Biblioteca Nacional da França e conseguiu localizar a partitura original de Boismortier, sobre a qual está sendo estruturada musicalmente a montagem do CCBB.

Elenco:

Geilson Santos / Marcelinton de Souza Lima - Dom Quixote
Rivelino de Aquino / Douglas Gonçalves - Sancho Pança
Paloma Lima / Sylvia Salustti - Altisidora, Japonesa e Madrigal
Luiz Kleber Queiroz - Merlin, Japonês e Madrigal
Rafael Thomas - Montesinos e Madrigal
Livia Dias - Amante, Camponesa, Dama da Duquesa e Madrigal
Talita Siqueira - Amante e Madrigal
Sérgio Sansão – Madrigal

 

Orquestra
Marcelo Fagerlande, cravo.
Paulo Henes e Alceu Camilo da Silva Jr., violinos.
Noara Paoliello, flauta doce.
Paulo da Mata, flauta doce e traverso.
Luis Antonio Ramoska, fagote.

Viola da Gamba, Cecília Aprigliano 
Guilherme Camargo, teorba e guitarra barroca.
Philipe Davis, percussão.

 

Direção Musical e Regência: Marcelo Fagerlande
Assistência de Direção Musical: Maria Aida Barroso
Direção Cênica: Moacir Chaves

Assistência de Direção cênica: Alessandra Colasanti
Cenografia: Fernando Mello da Costa e Rostand de Albuquerque

Figurinos: Inês Salgado

Iluminação: Aurélio de Simoni

Design Gráfico: Maurício Grecco

Assessoria de Imprensa: Ângela de Almeida

Produção Executiva: Maria Luiza Gilz

Direção de Produção: Walter Santos Filho

Patrocínio: Banco do Brasil e Eletrobrás

Centro Cultural Banco do Brasil - Teatro I

Rua 1º de Março, 66 - Centro - Rio de Janeiro

tel: 3808-2020

bb.com.br/cultura

 

 



A irmandade do anel

Divulgação
Cena da apresentação de anteontem de "A Valquíria", segunda parte da tetralogia operística "O Anel dos Nibelungos", em Manaus


JOÃO BATISTA NATALI
ENVIADO ESPECIAL A MANAUS - Folha de S.Paulo/Ilustrada - 11.5.05

Kauol Hans-Gerd, alemão aposentado e ex-proprietário de uma concessionária de automóveis, voou 26 horas para chegar a Manaus, onde é encenada a primeira produção brasileira das quatro óperas de "O Anel dos Nibelungos", de Richard Wagner (1813-83). Ele calcula já ter visto "umas 50" versões do ciclo completo.
Mas de importante mesmo, na platéia, havia a australiana Marie Bashir, ex-violinista, professora aposentada de medicina e "governadora" de seu país -é quem exerce o cargo honorário de sancionar as leis locais em nome da rainha Elizabeth 2ª. Ela viajou dois dias para chegar ao Amazonas. Está assistindo à sua sexta produção integral do "Ring", como o ciclo também é chamado.
São dois exemplos dessa comunidade simpaticamente chamada pela mídia americana de "loucos por Wagner", que estará até depois de amanhã acompanhando a produção de R$ 3 milhões, bancada pelo governo do Amazonas, dessa espécie de minissérie metafísica do repertório lírico.
Ela estreou no último sábado -no teatro inaugurado em 1896 pela oligarquia da borracha-, com "O Ouro do Reno", sob a regência do paulistano Luiz Fernando Malheiro e a direção cênica do inglês Aidan Lang. No domingo, aconteceu o segundo capítulo, "A Valquíria". Hoje será a vez de "Siegfried" e, na quinta, para encerrar, "O Crepúsculo dos Deuses", num total de 16 horas de ópera, que mobilizam 21 cantores, uma orquestra de 72 músicos e 200 técnicos na retaguarda. As quatro óperas serão reapresentadas na semana que vem.
A primeira e única exibição integral do "Ring" no Brasil ocorreu no Rio de Janeiro, em 1922. Mas foi uma produção alemã. O ciclo estreou em Bayreuth, na Baviera, em 1876. D. Pedro 2º, um wagneriano entusiasta, estava na platéia.
Wagner, também libretista, retoma com mitologia teutônica a história do deus Wotan, do herói Siegfried, da valquíria Brünnhilde e do gigante Fafner, que se transforma em dragão para guardar o ouro roubado das profundezas do Reno.
Não se sabe ao certo quantos "loucos por Wagner" estão agora em Manaus. Segundo a bilheteria do teatro, são no mínimo 38 americanos, 32 holandeses, 30 ingleses, 17 australianos, 15 alemães, cinco argentinos, três austríacos e até dois sul-africanos. Eles são minoria no teatro de 900 lugares.
E integram um singular clube mundial. Saem de férias para assistir a Wagner, viajam para assistir a Wagner. Em geral só visitam países em que Wagner está sendo encenado.
No mês passado, "loucos" de 27 países acorreram a Chicago para uma produção integral do "Ring". Pouco antes, duas produções ocorriam em Londres. Não se sabe quantos estrangeiros chegaram a atrair. Há anualmente o "Ring" integral de Bayreuth, entre julho e agosto, no teatro construído pelo próprio Wagner. Há também um "Ring" anual em Erl, na Áustria, regido pelo maestro Gustav Kuhn.
O austríaco Gustav Ortner, 70, é diplomata aposentado. Foi embaixador de seu país no Vaticano e nas Nações Unidas. Também está em Manaus. Acredita já ter assistido a 15 produções integrais. Entre 1953 e 1972 não faltou a nenhum Festival de Bayreuth.
A também austríaca Andrea Kuhn está assistindo no Brasil à sua 11ª produção. Andreas Singer, alemão de Colônia e engenheiro do setor farmacêutico, não se lembra de quantos ciclos já viu. Thomas Kunze, brasileiro radicado em Munique, freqüenta há 15 anos Bayreuth. E a australiana Jan Bauen, autora de livros didáticos, está em Manaus para seu sexto "O Anel dos Nibelungos".

O jornalista João Batista Natali viajou a Manaus a convite da Secretaria da Cultura do Amazonas

Diretor busca narrar história com clareza

DO ENVIADO A MANAUS

O "Ring" é de uma profusão tão incrível de ingredientes simbólicos e dramáticos que os diretores cênicos precisam selecionar suas ênfases e prioridades.
O inglês Aidan Lang, que o dirige em Manaus, diz que a seu ver o principal fio condutor é a oposição entre valores masculinos -o poder, a força, expressos pelo deus Wotan ou pelo Nibelungo (anão das profundezas da Terra) Alberich- e os valores femininos -o amor e a natureza, presentes por exemplo em Freia, deusa da juventude e da vida.
O diretor crê que Wagner mostra o mundo como desprovido do equilíbrio entre essas forças antagônicas. A "esperança" de que o equilíbrio volte está no amor entre Siegfried, adolescente incorrompido e herói que desconhece o medo, e a valquíria Brünnhilde, que se descobre como mulher após ser punida pelo pai, Wotan, com a perda da imortalidade.
"O teatro lida com a palavra metafórica", diz Lang. O que também vale para a ópera. A montagem dele escapa do "naturalismo" com que o "Ring" era feito no final do século 19. E tampouco cai em visões abstratas que seriam incompreensíveis para quem está vendo e ouvindo essa obra pela primeira vez.
Aposta-se no equilíbrio: "Toda encenação de Wagner é um encontro entre o passado, de onde falam o compositor e o material temático, e o presente, que são o público e os intérpretes", diz Aidan Lang, que tem uma visão muito particular sobre a evolução de Wotan ao longo das quatro óperas. Em "O Ouro do Reno", ele é um "deus jovem e idealista", que se contrapõe ao cinismo de Loge trapaceiro, o deus do fogo. Já no episódio seguinte da tetralogia, "A Valquíria", que ocorre cerca de 20 anos depois, Wotan também se tornou cínico e "aceita com maior facilidade pagar por seus próprios erros".
Outra transição ao longo do ciclo está na diluição da deicidade. Em "O Ouro do Reno", Wotan encomenda a construção do Walhalla, o mundo dos deuses. Já no final do ciclo, em "O Crepúsculo dos Deuses", a cena é dominada pelos mortais. O Walhalla está desativado. Predomina em cena a ambição dos humanos.
Essas e outras transformações estão presentes por meio de meras "sugestões" da direção cênica. A prioridade, diz Lang, é a de narrar o enredo com clareza, para não perder a relação de cumplicidade com o público.
(JBN)


Blog EntryMar 31, '05 8:29 PM
by Ciro for everyone
Gostaria de convidar vocês para as apresentações da ópera "O Contrato de Casamento" (La Cambiale di Matrimonio) de Gioacchino Rossini. Eu faço o papel de Tobia Mill, o velho surtado que quer vender a filha para um americano. É uma comédia divertida, e a produção é completa com orquestra, cenários e figurinos.

Elenco
Tobia Mill - Ciro d"Araújo - barítono
Slook - Emerson Lima - barítono
Fanny - Lívia Dias - soprano
Clarina - Mona Vilardo - soprano
Edoardo Milfort - Ivan Jorgensen - tenor
Norton - Jorge Matias - baixo

Direção musical e regência: Wendell Kettle
Direção cênica: Luiz Osvaldo Cunha


Onde, quando e quanto

Escola de Música da UFRJ
Salão Lepoldo Miguez
Rua do Passeio, 98
Lapa
(21) 2240 1491 e 1391

As apresentações acontecem:
- Dia 01.04 às 18:30 h.
- Dia 02.04 às 17 h.
- Dia 03.04 às 17:30 h.
- Dia 05.04 às 18 h.
A entrada é franca.


Blog EntryMar 19, '05 10:10 PM
by Pedryta for everyone
A Banda Sinfônica do Estado de São Paulo abre a Temporada 2005 com apresentações da Carmina Burana na Sala São Paulo, dias 6, Quarta, e 8, Sexta, de abril, às 21hs

Regência Abel Rocha. Solistas: Adélia Issa, Sebastião Teixeira e Sebastião Câmara. Participação do Collegium Musicum de São Paulo.


Blog EntryDec 17, '04 12:03 PM
by Pedryta for everyone
By ALAN RIDING

Published: December 5, 2004

ILAN

POLITICIANS who meddle with myths invite trouble. And so it was when the mayor of Milan decided that renovation of the Teatro Alla Scala, Italy's most revered opera house, would require it to close for three years. Even before the first stone was removed, the moaning and mourning had begun. Lawsuits to block the project soon followed. And when aerial photographs showed that the back half of the theater had been torn down as part of the renovation, disaster was proclaimed.

Yet to the astonishment of many, in an opera world where passions can be as heated offstage as on, this particular drama appears to be ending happily. On Tuesday, the exact day promised more than three years ago, La Scala will reopen for business, its elegant 18th-century auditorium now twinned with a high-tech 21st-century backstage. And at $78 million, the cost of the project is very close to what was originally budgeted.

Milan's operagoers still need to give their verdict. But the mayor, Gabriele Albertini, and Carlo Fontana, La Scala's general manager, can probably relax. The theater's all-powerful music director, Riccardo Muti, has pronounced the new acoustics "fantastic." The horseshoe auditorium, with its six tiers of boxes and its warm reds and golds, has been lovingly restored and screens on seat backs will carry subtitles in English, French and Italian. Also among the novelties is a prominent elliptical structure (visible from outside the building) that now rises beside the fly tower.

Still, continuity is the leitmotif of Tuesday's gala. The work chosen to reopen the theater is Antonio Salieri's "Europa Riconosciuta," the opera that inaugurated La Scala, in the presence of Empress Maria Theresa of Austria, on Aug. 3, 1778. Clearly, the intended message is that La Scala is both modern and eternal.

But now that the dust has settled, it's worth asking if the closure and the reconstruction were actually necessary.

Ventures of this kind are notoriously risky, if at times unavoidable. The Liceu opera house in Barcelona, destroyed by fire in 1994, took five years to rebuild, while La Fenice in Venice took even longer: it burned down in 1996 and only reopened for opera last month. A more cautionary tale for La Scala, though, was the mismanaged modernization of the Royal Opera House in London, which cost an extraordinary $360 million (more than three times the price of rebuilding La Fenice).

That said, Mr. Fontana was convinced that La Scala could satisfy the growing demand for opera only if the backstage was replaced. "I confronted the issue as soon as I was appointed in 1990," Mr. Fontana, 57, a longtime theater manager, recalled in an interview in his temporary office a mile from La Scala. "I told everyone that the stage had to be rebuilt if we wanted to increase the number of performances." The city of Milan, which owns the theater, was won over.

At the time, La Scala was presenting around 90 opera and 45 ballet performances a year. Only occasionally could it alternate two productions by moving décor by hand. But it lacked space to store sets between shows. Further, although the auditorium was largely rebuilt after bombing in World War II, the stage's hydraulic machinery dated to 1938. These problems required drastic remedies.

"It took great courage to close La Scala," Mr. Fontana said unblushingly. "La Scala is a symbol of Milan, and the people of Milan have a very intense relationship with it. This is good and also not so good. It means too much gossip, too many rumors. Everyone has a different opinion about everything. I didn't listen to other opinions. The mayor shared my view and we went ahead."

One lesson was learned from the Royal Opera House, which had no alternative site when it went dark for 30 months in the late 1990's. Before La Scala closed on Dec. 31, 2001, the city built a new and larger 2,400-seat auditorium, the Teatro Degli Arcimboldi, in a former industrial zone of northern Milan. Its location brought bleats from regular operagoers, but the show went on. And in its new quarters, La Scala presented more opera and ballet than before, with attendance averaging 90 percent of capacity.

Meanwhile, at the venerable neo-Classical theater in the heart of Milan, where many of the greatest Italian operas were first performed, the entire backstage was demolished and replaced by a new structure. The area is not symmetrical, so more space was gained behind and to the left of the stage than to the right. More crucially, by raising the fly tower by 20 feet and digging 40 feet below the stage, the theater obtained additional space as well as greater flexibility.

"Technically speaking, we can now put on a different production every night," Mr. Fontana said.

At the same time, along with sophisticated set-moving machinery, La Scala has acquired stage-size rehearsal rooms and, in the new three-floor elliptical annex designed by the Swiss architect Mario Botta, new dressing rooms. Further, the so-called Casino Ricordi, an adjacent building that houses La Scala's Theater Museum, has been renovated.

The changes in the foyer and the auditorium are far more subtle. Marble columns have been stripped of paint, and a ramp has replaced steps into the theater itself. For aesthetic and acoustical reasons, the main hall is now covered with parquet rather than carpeting, and new seats have been installed. Reorganization of the top gallery has also increased La Scala's capacity to 2,105 seats from 1,800.

The most delicate work, though, has taken place in the boxes. When the theater was completed in 1778, they were sold to wealthy opera lovers who decorated them to their own taste. Today, while no longer privately owned, 15 boxes still display some original trappings, like frescoes and wall and ceiling mirrors. In a large second-tier box beside the stage, restoration work even uncovered a fireplace.

In the end, though, what matters takes place onstage. Here La Scala has learned another lesson from the Royal Opera House, which reopened for a full season in 1999 only to cancel two early productions because of teething problems. In contrast, La Scala is moving slowly, presenting Wagner's "Tannhäuser," Tchaikovsky's "Queen of Spades," Handel's "Rinaldo," Richard Strauss's "Elektra" and Verdi's "Otello" at the Arcimboldi.

At La Scala itself, the main operatic event after "Europa Riconosciuta" will be a double bill in March with Hindemith's "Sancta Susanna" and "Il Dissoluto Assolto," a newly commissioned work by Azio Corghi. But starting in June, all productions will take place in the renovated house, including, through November, Puccini's "Bohème," Rossini's "Cenerentola" and "Barber of Seville," Tchaikovsky's "Fancy Slippers" and Debussy's "Pelléas et Mélisande."

The future of the Arcimboldi is in the hands of the city government, but Mauro Meli, La Scala's artistic director, hopes to continue using it.

"I'd like La Scala productions to transfer there, but with young casts and a young conductor and orchestra targeting a young public," he said. "It's important to reach out, and it would be a useful public service."

His more immediate task, though, is to restore the mystique of La Scala after the trauma of the closure.

"We have to demonstrate again what La Scala means for the culture of the world, its special place in the history of music," he said. "We have to create this mood every night. People must understand this when they enter and when they leave. They need to feel this is a unique theater."

La Scala will continue to lean on Rossini, Verdi and Puccini, who made their names here, but it plans to commission a new opera every year. In addition, Mr. Meli is reaching out to new conductors - Jeffrey Tate, Semyon Bychkov, Mstislav Rostropovich and Georges Prêtre are among this season's guests - and he is taken by the idea of inviting film directors like Roman Polanski and Ridley Scott to work here.

Yet as Milan's rich and powerful crowd into La Scala Tuesday, paying as much as $2,600 for a seat, one unanswered question remains. With its new backstage, the theater now has the capacity to increase the number of its performances. But does it have the resources to do so?

"I don't know, Mr. Fontana said glumly. "We are 30 percent up on three years ago, but the government in Rome cut our subsidy by 10 percent in 2004. We are working to raise private funds, but they are not tax deductible in Italy. For me, the most important thing is to reopen La Scala and test the machinery and check everything. After that, at the end of next year, a new board of directors will have to decide what to do."

So, in a sense, the fat lady has not yet sung. Opera, after all, is a peculiar business: the more productions you mount, the more money you need. Yet more seats for more opera is precisely what Mr. Albertini and Mr. Fontana promised in exchange for the closure. And if they do not now deliver, those who protested most loudly three years ago may indeed have the last word.